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A alimentação habitual do brasileiro consegue suprir as necessidades de macronutrientes - proteínas, gorduras e carboidratos - mas não fornece quantidade suficiente dos micronutrientes que o corpo necessita diariamente.
De acordo com o estudo Brazos Nutricional - realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) em parceria com a Faculdade de Saúde da Universidade de São Paulo (USP) e patrocinado pelo laboratório norte-americano Wyeth Consumer Healthcare - 90% da população brasileira com mais de 40 anos consome cálcio (encontrado no leite, em seus derivados e em verduras de folhas verde escuras) abaixo da quantidade internacionalmente recomendada (1.200mg por dia). No Brasil, a ingestão diária desse nutriente é de cerca de 400mg por dia - um terço do considerado ideal para a saúde.
A pesquisa, coordenada pelo médico Marcelo Pinheiro, mostra que 99% dos entrevistados não ingerem a quantidade ideal diária de vitaminas D (presente na gema de ovo e fígado) e E (óleos vegetais e soja). Além disso, 80% não consomem magnésio (cereais e grãos) e vitamina C (frutas cítricas) suficientes para o bom desempenho do organismo.
A vitamina A (encontrada em vegetais com pigmento amarelo) falta em 50% dos pratos brasileiros. A vitamina K (óleos vegetais e vegetais de folhas verdes) falta na alimentação de 81% dos entrevistados.
A carência desses nutrientes compromete a saúde óssea e cardiovascular, além de reduzir a imunidade , levar a doenças como hipertensão, diabetes e, principalmente, osteoporose .
Participaram do estudo 2.420 pessoas com mais de 40 anos, entrevistadas através de inquérito alimentar em 150 municípios nas cinco regiões do país. O estudo concluiu que a ingestão de vitaminas e nutrientes essenciais à saúde é inadequada na nossa dieta, independentemente de região ou classe econômica. A média do índice de massa corporal (IMC) dos participantes foi de 26,4 - considerado sobrepeso segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).
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A presença de arsênico em água potável ameaça a saúde de pessoas em mais de 70 países no mundo, de acordo com uma nova pesquisa publicada hoje e apresentada na conferência anual da Royal Geographical Society's.
Peter Ravenscroft, do Departmento de Geografia da Universidade de Cambridge, disse, em conferência em Londres, que cerca de 137 milhões de pessoas estão sendo expostas, sem ter conhecimento, a níveis não seguros de arsênico na água potável.
Não há risco maior para as pessoas que vivem no Reino Unido, onde testes já foram feitos por companhias que fornecem água potável à população. Mas a conferência anual da Royal Geographical Society's mencionou o risco de uma nova contaminação da água por arsênico, tanto em países do sul e sudoeste da Ásia, quanto em países da América do Sul, América Central e algumas áreas da África. Estudiosos alertam para que as fontes de água sejam testadas com prioridade.
A presença de arsênico em fontes de água acontece naturalmente e as concentrações são particularmente elevadas em locais em que a água é extraída do subterrâneo profundo, sendo exposta aos sedimentos que contêm o elemento. Por ser carcinogênico, o arsênico pode causar tumores de pele, pulmão e bexiga, assim como doenças cardiovasculares, rinite crônica, conjuntivite e blefarite.
Na conferência anual da Royal Geographical Society's foi citado que Bangladesh é o país mais atingido pela contaminação da água. Os níveis seguros de arsênico na água, segundo a Organização Mundial de Saúde, são 10 partes por bilhão (em inglês - parts per billion - ppb) de arsênico na água. Entretanto, 137 milhões de pessoas bebem água com conteúdo maior de arsênico e 57 milhões usam água com níveis de mais de 50 ppb.
Lembro que a contribuição da medicina ortomolecular nos estados tóxicos crônicos é clássica, ao detectar, retirar ativamente e estimular os órgãos de eliminação de toxinas.
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Respirar corretamente é a maneira mais simples de manter a memória afiada. Essa é a conclusão de um estudo que avaliou a influência do treinamento respiratório na melhoria da qualidade de vida do idoso.
A pesquisa foi o tema da tese de doutorado da fisioterapeuta Marisa Pereira Gonçalves, da Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, feita sob orientação de Carlos Tomaz, da Universidade de Brasília.
O estudo envolveu 32 voluntários com idades entre 60 e 78 anos, divididos em dois grupos. Metade ingressou em um programa para exercitar os músculos respiratórios – diafragma, intercostais e escalenos.
O treinamento envolvia exercícios direcionados para os membros superiores, feitos com alteres, e o uso de um aparelho chamado Threshold, que funciona por meio de inspiração e sopro e ajuda a melhorar a força respiratória. O programa durou três meses. O outro grupo não praticou atividade física neste período.
Além da dificuldade para inspirar profundamente, os idosos também se queixavam da dificuldade para se lembrar de informações. Ao final dos três meses, porém, o quadro era bem diferente. “Eles tiveram uma melhora significativa na capacidade respiratória e na memória”, relata a pesquisadora.
A conclusão em relação à capacidade de armazenagem de informações foi obtida após um teste que envolveu a exibição de um filme. A intenção era saber se os idosos conseguiriam se lembrar mais da história depois dos exercícios. “O grupo que assistiu ao filme depois do treinamento lembrou-se não apenas da história, mas de detalhes visuais, como a cor dos sapatos dos personagens e de objetos do cenário”, conta Marisa.
O teste foi feito dez dias após a exibição e incluiu ainda um extenso questionário sobre a história do filme. “Ficou demostrado que a memória declarativa episódica, aquela que registra informações recentes, eventos, em geral comprometida pela idade, ficou mais ativa”, afirma a cientista. Já o grupo que viu primeiro o filme e só depois fez os exercícios teve desempenho muito abaixo do esperado.
Fonte: revista Isto É
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