MEDICINA ORTOMOLECULAR

Noticias e comentários sobre medicina ortomolecular, psicossomática, mente e corpo, pelo médico Cyro Masci. Site do autor: www.masci.com.br - email cyro@masci.com.br. Av dos Eucaliptos, 704 - Moema - SP - Tel (11) 5041-0996

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Arquivo de: Julho 2007

26.07.07

Sindrome Metabolica e Refrigerantes

categorias: Noticias

Beber mais de um refrigerante por dia, mesmo que em versão diet, aumenta o risco de desenvolver síndrome metabólica


Estudo publicado na revista Circulation revela que o hábito de beber mais de um refrigerante por dia, mesmo que em versão diet, pode estar associado a um aumento dos fatores de risco para a síndrome metabólica. O consumo de refrigerantes já foi associado ao risco de obesidade em crianças e adolescentes, mas não estava claro se este hábito aumentava o risco de desenvolver síndrome metabólica em indivíduos de meia idade.

O estudo coordenado por Ramachandran Vasan, pesquisador e professor da Escola de Medicina da Universidade de Boston, relata que, observando apenas os indivíduos livres da síndrome metabólica (6.039 dos indivíduos acompanhados no estudo), o consumo diário de um ou mais refrigerantes foi associado a um risco 44% maior de desenvolvimento da síndrome durante um período de quatro anos.

A síndrome metabólica é caracterizada por um conjunto de fatores de risco cardiovasculares, relacionados com resistência à insulina e obesidade abdominal. A associação desta síndrome com doença cardiovascular aumenta a mortalidade geral em cerca de 2 vezes e a mortalidade cardiovascular em 3 vezes.

Os indivíduos portadores de três ou mais dos seguintes critérios devem ser considerados como portadores de síndrome metabólica:

* Obesidade abdominal (visceral), medida ao nível médio do abdome: cintura maior que 102cm em homens e maior que 88cm em mulheres;

* Hipertrigliceridemia maior que 150 mg/dL;

* HDL colesterol menor que 40 mg/dL em homens e menor que 50 mg/dL em mulheres;

* Hipertensão arterial sistêmica maior que 135/85 mmHg;

* Glicemia de jejum maior que 100 mg/dL


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22.07.07

Medicina ortomolecular, pelo equilíbrio do corpo

categorias: Noticias


Malhação e boa dieta nem sempre são suficientes para um corpo saudável se há carência ou excesso de nutrientes. A medicina ortomolecular procura restaurar o equilíbrio do organismo

Grande parte dos médicos afirma que a manutenção de uma vida saudável depende de boa alimentação e prática de exercícios físicos. E muitos profissionais da saúde discordam. Em diversas situações, sintomas como fraqueza, falta de energia e problemas de memória não são tratados por médicos generalistas por não se originarem de nenhuma doença, mas da carência ou excesso de nutrientes no organismo. É nesse contexto que atua a medicina ortomolecular.

A princípio, a alimentação balanceada deveria suprir as necessidades nutricionais do corpo humano. Mas fatores como poluição, presença de metais pesados, hormônios e a própria respiração provocam o surgimento de radicais livres que, em quantidade normal, são combatidos pelo próprio organismo, mas em número elevado leva ao envelhecimento, enfraquecimento do sistema imunológico, além de outros problemas de saúde.

Por meio de um minucioso estudo do paciente, composto por entrevistas e exames clínicos, os médicos ortomolecures identificam o déficit ou abundância de cada vitamina e mineral que esteja causando o desconforto. “Vejo o que está acontecendo, entre outras coisas analiso o motivo da consulta, o histórico de doenças do paciente, antecedentes familiares (genéticos)”, declara o médico ortomolecular Alexandre Castelo Branco de Luca. A partir dessas informações, ele combate os sintomas e regulariza nutricionalmente o corpo do paciente. “Nós damos às células o que elas precisam”, explica o nutrólogo Wilson Rondó Jr.

A medicina ortomolecular tem caráter preventivo e, muitas vezes, sua eficácia está associada ao acréscimo de suplementos nutricionais à dieta cotidiana. “Pessoas individualmente e, em ambientes diferentes [rural e urbano] possuem necessidades diferentes. Não basta se alimentar bem para obter todos os nutrientes que uma pessoa precisa.”, afirma o médico ortomolecular Cyro Masci.

Estética

Os resultados estéticos obtidos com a medicina ortomolecular são consequências do equilíbrio do organismo. No entanto, só se popularizou a partir de declarações de artistas que emagreceram e se beneficiaram com seus tratamentos.

A atriz Carolina Holanda conseguiu nessa medicina muito mais do que a boa forma, uma vez que mantém, há muito tempo, dieta saudável e rotina de malhação. Alérgica à maioria dos antibióticos e antiinflamatórios, Carolina venceu a indisposição e o desânimo que a incomodavam: “Fiquei mais disposta. Minha memória e capacidade de concentração melhoraram muito. Também percebi uma grande diferença no meu senso de organização”.

Excessos

Apesar da aparência simples e fácil, as dietas e ingestão de suplementos podem se tornar perigosas quando não acompanhadas por profissionais. O uso indiscriminado de suplementação nutricional pode acentuar os problemas iniciais, além do risco de aumentar os efeitos oxidativos dos radicais livres. Outra conseqüência possível é a alienação do organismo, que deixa de realizar seu trabalho antioxidante.

Para entender melhor, os radicais livres são moléculas instáveis - têm em sua última camada apenas um elétron que orbita seu núcleo no sentido contrário das outras. Para voltar à estabilidade, essa molécula retira um eletrón de outra que esteja ao seu lado, criando uma reação em cadeia chamada cascata oxidativa. A presença de substâncias antioxidantes neutraliza sua ação.

Diário do Comércio - 29/06/2007

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  • Postado em 22:34:18

17.07.07

Sobreviver a uma catástrofe II

categorias: Temas

 COMO SOBREVIVER?
por Cyro Masci


Episódios realmente catastróficos trazem uma dor enorme e absolutamente compreensível. E já existem inúmeros estudos que apontam para uma boa melhora se a pessoa conseguir falar a respeito de suas dificuldades e de seu sofrimento. É imperativo ventilar o que se está pensando, pois só assim haverá a oportunidade de se ver o problema sob perspectivas que você não havia pensado, e que possivelmente não irá ver se não falar.

E essas novas perspectivas não vem necessariamente do que a outra pessoa lhe fala, mas sim do próprio ato de colocar os pensamentos para fora. Não adianta achar que já está pensando bastante a respeito. Falar é muito diferente do que pensar.

Se a pessoa que você resolveu se abrir não for um profissional, talvez seja interessante verificar se ela possui capacidade para tolerar a angústia alheia. Uma rápida olhada no passado de seu relacionamento possivelmente lhe dará a resposta: essa pessoa foi capaz de tolerar as dificuldades dos outros ouvindo antes de dar sua opinião, ou é um poço de bons conselhos, que na verdade tentam apenas fazer o outro ficar quieto?

Você também poderá procurar um ouvinte profissional, como um psiquiatra, um psicólogo ou um assistente social. Mas esteja certo de que o profissional sabe como agir em situações de crise pessoal. A menos que você deseje aproveitar a oportunidade, torne explícito que você não está procurando um tratamento prolongado, mas alguém que o auxilie a pensar melhor. De qualquer modo deixe bem claro o que você procura e esteja certo de que o profissional aceitou esse papel.

Ao falar sobre o episódio traumático, em geral as vítimas tem como resultado imediato uma certa depressão. Mas com o passar do tempo, quem teve oportunidade de desabafar tem uma redução em torno de 50 % de doenças físicas relacionadas ao estresse e uma melhora considerável de seu sistema imunitário.

Seja um amigo, seja um profissional, é certo de que o apoio situacional eficiente é sempre muito útil, e pode ser muito eficiente se certos tópicos forem lembrados.

COMO AUXILIAR O SOBREVIVENTE

• O que uma pessoa, profissional ou não, precisa lembrar no momento em que está com um sobrevivente? Lembre-se especialmente de que apoiar não é palpitar. Apoiar é tolerar: O princípio fundamental que deve ser lembrado é o de que o caminho a ser percorrido não é um linha reta, e não pode ser um círculo vicioso. O que se procura é uma caminho com altos e baixos, mas no qual se caminha para a frente.

• Quando a pessoa se encontra no alto, procura-se incentivar na busca de soluções concretas ou medidas para o futuro. Quando na baixa, tolera-se a angústia e permite-se um saudável extravasar de sentimentos, especialmente os temores. Algumas medidas específicas incluem:

• Não entrar na conspiração do silêncio: fazer de conta que tudo está bem é o que de pior pode ocorrer. Há uma crise a ser solucionada. Existem emoções confusas a serem vistas.

• Estimular a pessoa a falar, facilitando o desabafo, procurando tolerar a mágoa e a irritação. É preciso tocar com cuidado no não dito, nos temores racionais e irracionais. Fazendo isso, a pessoa estará conseguindo extravasar sua angústia sem precisar achar um bode expiatório.

• Não querer e não exigir soluções de uma única vez. É preciso ajudar a pessoa a enfrentar a crise em doses controláveis.

• Tomar cuidado para não incentivar o silêncio e o recolhimento com frases como "foi a vontade de Deus" ou "a vida deve continuar", que na realidade são ordens para quebrar os verdadeiros sentimentos e substitui-los por frases feitas. Em geral indicam dificuldade pessoal de quem está ouvindo.

• É comum a fantasia de que a pessoa possa estar perdendo o juízo, ficando louca. Quando possível, aproveitando uma pergunta direta ou uma outra deixa, afirme ao indivíduo que isso não é verdade.

• Não estimular soluções mágicas. Se a pessoa tiver uma fé religiosa, ótimo. Se acreditar que estará recebendo auxílio superior, melhor ainda! O que se está tentando evitar é que o indivíduo abandone sua obrigação de achar a saída da crise com uma barganha mística, ou então passando a sua responsabilidade de viver a alguma entidade superior.

• Não acreditar em fortalezas. Ninguém sai impune de uma crise. É melhor não acreditar que está tudo bem, porque certamente não está. Estimule o desabafo.

• Ser moderado nos empurrões. É muito comum que o indivíduo que está ouvindo resolva dar um chacoalhão, estimulando a pessoa a agir, a não ficar se lastimando. Em geral quem está sob uma crise encontra-se deprimido, e é muito freqüente que indivíduos depressivos busquem punições de maneira inconsciente. Quem ouve sente sua angústia diminuir através dos berros. E quem tem o problema parece melhorar, mas não porque achou a saída, e sim por ser punida!

• A postura de quem se propõe a ouvir deve ser a de oferecer o ombro de igual para igual, mostrando que tem fé na capacidade do indivíduo superar a crise.

• Promover apoio ambiental, não acreditando que a pessoa não está precisando de nada. O ideal é agir com descrição, não permitindo que a pessoa se sinta inútil, fraca ou incompetente.

• E se houver dúvida sobre falar ou não falar, é melhor calar. O principio é tolerar a ansiedade nos momentos em que o indivíduo está por baixo. E estimular à busca de soluções (que não são necessariamente ações imediatas) quando se está por cima. A idéia do caminho com altos e baixos, mas em que se caminha para frente, não deve ser esquecida.

• Lembre-se do princípio do armário de cozinha: quando a louça despenca de lá de cima, haverá um momento de aflição, mas será necessário jogar fora o que está irremediavelmente perdido e aproveitar o que está intacto. A partir daí seguir a vida com o que ela oferece de bom.


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Sobreviver a uma catástrofe I

Ainda no calor da notícia de maior acidente aeronáutico brasileiro, aqui em São Paulo, lembrei de um antigo texto que pode ter sua utilidade. Vai abaixo. A reprodução é livre.

O SOBREVIVENTE
Por Cyro Masci

Sobreviver a uma catástrofe é uma das coisas mais difíceis que se pode imaginar. Há muitos anos, situações de desespero eram mais comuns, e muitas famílias optavam por ter muitos filhos, porque a chance de que alguns deles viessem a morrer era alta. Epidemias devastavam cidades, as guerras eram freqüentes, e episódios de violência mais comuns. A vida enfim era um esperado vale de lágrimas.

Atualmente a coisa mudou. Não é incomum que uma pessoa atravesse a vida inteira sem enfrentar uma tragédia. Não se trata do fato de que problemas e crises deixaram de acontecer. Eles acontecem, como a perda do emprego, a dificuldade financeira, algumas doenças em família, familiares idosos que falecem.

Mas lá pelas tantas algumas pessoas são submetidas a uma experiência excepcionalmente ruim, como ter de algum modo relação com um acidente de avião.
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POR QUE EU?

Essa é a pergunta que todas as pessoas que passaram por experiência particularmente traumática fazem. Não há uma resposta pronta e essa pergunta costuma ecoar dentro da cabeça por um longo tempo. Quanto é esse tempo? Se a experiência traumática for leve, de 3 a 6 meses. Uma perda de um parente próximo, de 6 meses a 2 anos. E infelizmente para traumas mais devastadores, anos a fio ou a vida inteira. Em geral os sintomas tem início nos primeiros 3 meses após o evento, mas pode acontecer desse intervalo chegar a muito mais tempo, às vezes anos.

Pacientes com câncer costumam desenvolver uma seqüência de reações já bastante conhecida. E não são apenas as pessoas com esse tipo de problema. Muitas pessoas que passam por um trauma passam por um processo que segue determinadas fases. Vamos a elas:

FASE I

A Notícia: Você fica sabendo da grande mudança na sua vida. É uma ameaça ao seu equilíbrio. A reação mais comum é a de negação. "Não pode ser verdade, não comigo!". A maioria das pessoas passa por essa fase num estado de letargia, como se a coisa toda não fosse com ela.

FASE II

Primeiro Contato: A pessoa começa lentamente a perceber o que se passa. Pode achar assustador e irritante, ou mesmo agradável e excitante. Esse é um primeiro contato com a realidade, e suas impressões não devem ser levadas inteiramente a sério. Por isso, é importante que a pessoa saiba que possivelmente irá mudar de opinião, e não deve ter nenhum compromisso com esses sentimentos iniciais. Isso é mais difícil quando a pessoa inicialmente fica até animada e com o passar do tempo começa a mudar sua visão.

FASE III

Para sair dessa vou...: A maioria das pessoas começa a tentar uma solução improvisada. Pode querer barganhar com alguma divindade. Pode achar que o pior já passou e que vai sair dessa fácil, fácil! O problema dessa fase é que a pessoa ainda não entrou em contato integral com a dura realidade. Pode estar querendo evitar o sofrimento de ver a real dimensão da crise e achar uma saída em que haja pouco ou nenhum prejuízo. O sonho de sair por cima de tudo e de todos! Um mito que custa muito caro, já que é apenas quando percebemos nossa fragilidade e nossa parcela de responsabilidade no que se passa que crescemos. É somente quando adquirimos consciência das nossas deficiências e azares que conseguimos ter uma saudável humildade. Para quem se arrepia com essa palavra, vale lembrar que ela tem o mesmo radical que húmus, que significa terra fértil, propícia para crescimento...

FASE IV

Dureza!!! "É péssimo! Não há nenhuma esperança! Só podia acontecer comigo mesmo, que sempre fui um azarado na vida. Eu não mereço! Ou melhor, mereço sim... Eu não vou agüentar! É muito doloroso. Demais..." Nessa fase, a pessoa entra em contato integral com a dor das perdas. Fica face a face com o inevitável. É o momento decisivo, que antecede a vitória final. Aceitar o inevitável, aceitar a perda, aceitar que nem sempre se vence, aceitar que a vida é assim mesmo. A sabedoria nessa fase é parar de procurar culpados, causas para o que aconteceu, agüentar o baque e ver o que se pode fazer depois disso tudo.

FASE V

A vida continua... "É duro, mas parece que já estou conseguindo superar. No final, acho que tudo vai dar certo. Eu posso agüentar isso!" O ciclo começa a terminar. Um pouco mais de tempo e as perspectivas de um futuro melhor recomeçam. Em outras palavras, volta a existir esperança. Toda pessoa sai com algumas feridas, algumas mais abertas, outras já cicatrizadas. Vale destacar o que muitos não percebem: o indivíduo acabou por sair crescido, mais adulto, mais sábio, melhor preparado para a vida! Aumentou de maneira extraordinária seu arsenal para resolver problemas no futuro, além de possivelmente adquirir maior sensibilidade para ajudar outras pessoas em dificuldades

SINTOMAS

Algumas vezes esse processo não termina tão bem assim. Seja porque a experiência foi traumática demais, ou a pessoa já possuía dificuldade anterior em encarar dificuldades, o tempo começa a passar e alguns sintomas começam a se tornar mais estáveis. São eles:

Culpa - muitas vezes culpa por ter sobrevivido, ou pelas coisas que teve que fazer para sobreviver; Ansiedade - em geral a vítima evita as situações que lembram o trauma, tem dificuldade para adormecer, assusta-se com facilidade; Depressão - muitas vezes perda das crenças, sensação de inutilidade, vergonha, desespero ou desamparo, além de retraimento para a vida social e um certo entorpecimento para a vida. ; Revivendo - Com muita freqüência o sobrevivente volta a lembrar do trauma, seja em episódios de flashback que invadem a mente, seja em sonhos. Algumas vezes ocorre exatamente o oposto e o sobrevivente não consegue se lembrar de nada.

Se isso ocorrer, é um bom indicativo de que se deve buscar tratamento especializado.


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13.07.07

Selênio faz mal?

categorias: Noticias


Um bom exemplo de como notícias sobre suplementos podem induzir a equívocos. O Blog "Boa Saúde" do UOL, em 13/7/07, trás a seguinte nota:

Suplementos de selênio são associados ao aumento no risco de diabetes

O consumo em longo prazo de suplementos de selênio aumenta o risco de desenvolver diabetes tipo 2, segundo nova análise de dados de um estudo nacional norte-americano. De acordo com os pesquisadores, pessoas que tomavam 200 microgramas diários de suplemento do mineral por oito anos tinham um aumento no risco de desenvolver a doença. No estudo, os pesquisadores selecionaram, de um estudo sobre o consumo de selênio para prevenção de câncer de pele, 1202 participantes que não tinham diabetes no início dessa pesquisa. E 58 dos 600 participantes que receberam o suplemento tiveram diabetes tipo 2. Após quase oito anos de acompanhamento, foi observado que o risco entre esse grupo era 50% maior. Mais estudos são necessários para desvendar as razões.

COMENTO:

1. A dose utilizada, de 200 mcg por dia, citada no estudo, é absurdamente alta na suplementação habitual, que gira em torno de até 50 mcg por dia.


2. A notícia em ingles, clique aqui, destaca que "ingerir selênio NA DOSAGEM MÁXIMA pode desencadear diabetes", e não simplesmente que "o consumo em longo prazo de suplementos de selênio aumenta o risco de desenvolver diabetes", como citado no post.


3. A ingestâo de selênio ESTÁ indicada quando sua ingestão é baixa, e a quantidade ingerida depende do solo aonde os alimentos são plantados, se o solo é pobre (o que ocorre comumente no Brasil) o alimento é pobre em selênio.

 

4. Locais aonde o solo é pobre em selênio habitualmente apresentam incidência de cânceres maiores que nos locais onde o solo é rico em selênio. Nessa situação, suplementar o mineral em doses baixas, adequadas a cada pessoa,  pode ser bastante vantajoso.


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