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O morango e a alface foram os alimentos que apresentaram maiores índices de contaminação por agrotóxico no ano passado, de acordo com os dados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (Para). O resultado das análises foi apresentado em Brasília nessa quinta-feira (26).
O Programa monitorou em 2006 os níveis de agrotóxicos presentes em seis alimentos consumidos pela população brasileira: alface, batata, laranja, maçã, morango e tomate.
Desde 2002, foram realizadas 561.200 análises de 92 princípios ativos de agrotóxicos em cada uma das amostras coletadas nos 16 estados que integram o programa. O Para recebeu um investimento de R$ 10 milhões durante todo o período.
O Gerente de Avaliação de Riscos da área de Toxicologia da Anvisa e coordenador do Para, Ricardo Velloso, explica que o Programa busca identificar a quantidade de resíduos de agrotóxicos nas amostras de cada alimento monitorado. O estudo avalia, ainda, se os níveis estão de acordo com os estabelecidos por lei e se o agrotóxico é autorizado para aquelas culturas.
Resultados
De acordo com o Gerente-geral de Toxicologia da Anvisa, Luiz Claudio Meirelles, os dados do Para apontam um índice geral de 14% de irregularidades nas culturas analisadas. Esse número evidencia a necessidade de desenvolver estratégias para a redução do nível de contaminação nos alimentos.
“Os resultados do Para vão auxiliar as vigilâncias sanitárias de estados e municípios a estruturar ações de rastreabilidade de controle dos eventos que geraram a contaminação. Com isso, será possível chegar até o produtor, identificar e, em muitos casos, resolver o problema”, relata Meirelles.
Os números divulgados indicam que o morango é a cultura com o maior índice de irregularidades em 2006 (37,68%). Mas os resultados apontam uma redução de cerca de 20% dos problemas em comparação com os dados de 2002, quando os desvios foram de 46,04%. Em 2003, esse índice foi de 54,55% e, em 2004, 39,07%. Em 2005, não houve coleta de amostras.
O segundo vilão nos dados divulgados pelo Para é a alface, com 28,68% das análises irregulares. Ao contrário do morango, a alface vem obtendo índices de desvios crescentes. Na primeira análise, em 2002, apresentou 8,64% de irregularidades.
A maçã é uma cultura que mantém índices baixos, mas constantes de resíduos de agrotóxicos. Já o tomate apresentou redução das irregularidades: de 26,1% em 2002 para 2,01% no ano passado. A batata e a laranja são as únicas culturas cujas amostras deram resultados satisfatórios em 2006.
Infelizemente o programa não coletou amostras de banana, mamão e cenoura no último ano. Segundo a ANVISA, mesmo assim pode-se observar que os resultados das análises da banana e do mamão reduziram no decorrer do monitoramento. A banana obteve 6,53% de inconformidades em 2002 e, em 2005, baixou para 3,65%. Já o mamão – que na primeira análise teve 19,5% – em 2005 não apresentou problemas. SE a tendência continuou, a banana e o mamão estão dentro do limites de contaminação.
Quanto à cenoura, não há como inferir se a contaminhação aumentou ou diminuiu. As amostras de cenoura estavam de acordo com os limites estabelecidos por lei em 2002 e 2003. No entanto, em 2005, a análise desse produto apresentou 11,3% de irregularidades.
Estratégias
O Brasil é o terceiro maior mercado consumidor de agrotóxicos do mundo. O uso abusivo de agrotóxicos, entretanto, ameaça à saúde do consumidor e do trabalhador rural, além de contaminar o meio-ambiente.
A principal ação para 2007, segundo Meirelles, é a ampliação do programa para outros estados. Atualmente, o Para é formado pelas Vigilâncias Estaduais de 16 estados e três laboratórios públicos.
Em 2007, o programa contará com o reforço de mais dois laboratórios e das vigilâncias em nove estados – Amazonas, Maranhão, Alagoas, Paraíba, Piauí, Rondônia, Rio Grande do Norte, Amapá e Roraima.
Fonte - Anvisa
Cyro Masci - www.masci.com.br
Uma interessante pesquisa demonstrou que o suor masculino relaxa as mulheres e pode até mesmo alterar seu ciclo menstrual. O potencial do fato é a utilização do suor masculino em medicamentos para tratar desde a tensão pré-menstrual até problemas de fertilidade.
Se você tem um cachorro de estimação, sabe que ele urina pelas redondezas, na verdade um modo de se comunicar com o odor. A urina, assim como o suor, contém ferormônios, substâncias que são reconhecidas pelo cérebro e capazes de alterar o funcionamento do organismo sem que a pessoa se aperceba.
O que os pesquisadores fizeram foi coletar o suor de homens entre 22 e 45 anos que ficaram quatro semanas sem usar desodorante. O odor característico foi modificado por uma fragância. No experimento participaram 18 mulheres entre 21 e 45 anos, e que estavam no sétimo dia do ciclo menstrual, que receberam algumas gotas desse fluido embaixo das narinas.
O que se constatou foi que o suor masculino é capaz de modificar a ciclo de um hormônio feminino, o luteinizante, o que possivelmente auxilia a mulher a ovular. As mulheres do experimento também relataram que durante a aplicação sentiram-se mais relaxadas, menos tensas. Nenhuma delas foi capaz de identificar a substância como originária do suor.
Outros experimentos com suor feminino já se comprovaram eficazes ao provocar mudanças no ciclo hormonal, permitindo por exemplo que uma certa sincronia, quando várias mulheres passam a menstruar ao mesmo tempo, possivelmente pelos efeitos da percepção não consciente do suor de outras mulheres.
Cyro Masci - www.masci.com.br
A quantidade de anos que vivemos é determinada em parte por nossa genética, em parte pelos cuidados que temos com nosso corpo, e em parte pelo modo que encaramos a vida.
Nesse último aspecto, vale destacar as capacidades de encarar as dificuldades da vida, a resiliência, o bom humor e o otimismo.
Pois talvez essas sejam qualidades da atriz Dercy Gonçalves - notícia, clique aqui , que completa no mínimo 100 anos (ela não sabe se nasceu 2 anos antes, e estaria com 102 anos), e comemora como convém a um artista: no palco.
E no palco da vida, quem disse que você, leitor, não pode atingir ou superar a idade da atriz? Não sabemos o que nossa genética nos reserva, as cartas de baralho que nos foram dadas no nascimento. Mas podemos jogar, e jogar bem, com elas, cuidando tanto do corpo quando da mente, com otimismo e bom humor.
Cyro Masci - visite www.masci.com.br
De tempos em tempos, surge uma nova droga ‘milagrosa’ para aliviar nossas dores e nossos desconfortos físicos ou mentais. Recentemente, o lançamento do Prozac chegou a fazer furor entre a população, no que toca à cura das depressões.
É muito importante saber, portanto, como funciona a química no nosso cérebro, o que causa a depressão e como o Prozac atua. Também é importante saber das contra-indicações e participar mais ativamente, junto ao médico, da escolha do tratamento caso o remédio seja prescrito. Felizmente, hoje em dia, um remédio não tem seu funcionamento restrito apenas à comunidade médica.
Existem muitas informações a respeito deles, algumas fornecidas pelos próprios laboratórios fabricantes, outras por médicos e cientistas que se dispõem a falar em linguagem acessível ao público leigo.
Para entender um pouco sobre o Prozac, vamos ver o que diz o Dr. Cyro Masci, médico psiquiatra brasileiro.
Função do Prozac
O Prozac é um remédio que contém fluoxetina, indicado, segundo o fabricante, para o tratamento da depressão. Ele é também receitado para tratar distúrbios de ordem obsessiva-compulsiva e bulimia nervosa.
Embora não se conheça tudo sobre a depressão, já se sabe pelo menos que ela ocorre quando há um desequilíbrio entre os neurotransmissores do cérebro. Isso é explicado mais adiante pelo Dr. Cyro Masci.
Em síntese, porém, os neurotransmissores permitem que as células no cérebro se comuniquem umas com as outras. Havendo desequilíbrio na quantidade de serotonina, um neurotransmissor, a depressão pode ocorrer ou se acentuar.
O Prozac tem como função aumentar a própria produção de serotonina do cérebro, segundo o laboratório. Este alerta que não se pode dizer que o remédio ‘cura’ a depressão, mas que ajuda a controlar os sintomas, permitindo à pessoa maior bem-estar.
Entrevista com Dr. Cyro Masci
BoaSaúde: Prozac - qual é a sua composição e como ele atua no cérebro?
Dr. Masci: O nome do sal do Prozac é a fluoxetina. Ele atua como um inibidor específico de recaptação de serotonina e, na verdade, foi o primeiro dessa linha há aproximadamente 20 anos. Isso acontece da seguinte forma: as células do sistema nervoso nunca se "encostam", isto é, existe um espaço entre elas. Sendo assim, como então elas se comunicam?
Através de substâncias químicas que são liberadas, os chamados neurotransmissores. No geral, um neurotransmissor é liberado, encaixa-se como uma chave-de-fenda numa fechadura, na outra célula (e, nesse momento, ‘se comunicando’ com essa outra célula). Assim ele é novamente reabsorvido, ou, como nós costumamos dizer, é recaptado pelo neurônio que o liberou. A fluoxetina inibe exatamente essa recaptação do neurotransmissor serotonina, que participa de modo importante nas áreas cerebrais responsáveis pelas emoções.
BoaSaúde: Quando e por que ele é indicado, e quando e por que ele é contra-indicado?
Dr. Masci: Inicialmente, a fluoxetina foi indicada para depressões, e por isso ficou conhecida como antidepressivo. Com o tempo, observou-se que ela atua também em transtornos de ansiedade, como o pânico e as fobias, além de agir nos sintomas de tensão pré-menstrual.
A fluoxetina é uma medicação controlada, só pode ser vendida com receita especial de médico. Ela é contra-indicada em pacientes que estão fazendo uso de outro tipo de medicação psiquiátrica, os inibidores de mono-amino-oxidase, já que a reação pode ser muito perigosa.
BoaSaúde: Esse tipo de medicamento provoca que tipo de reações ou efeitos colaterais?
Dr. Masci: Entre os principais efeitos indesejáveis da fluoxetina estão: erupções de pele, dores de cabeça, alterações do peso e apetite, perturbações digestivas, calafrios e transtornos na área da sexualidade, seja na forma de impotência, seja no retardo do orgasmo.
BoaSaúde: Com que freqüência as pessoas pedem para usá-lo? Mais homens, ou mais mulheres?
Dr. Masci: Na minha experiência, não tenho tido grande procura especificamente por esse produto. As pessoas que me procuram desejam uma solução para seus problemas, e não a prescrição deste ou daquele remédio.
BoaSaúde: Qual é a reação das pessoas após um tempo de uso? E caso ele seja retirado subitamente?
Dr. Masci: A fluoxetina não é um "calmante" no sentido popular. Isso significa que ele não causa dependência, não exige aumento progressivo da dose para alcançar os mesmos efeitos. A retirada deve ser sempre cautelosa, feita exclusivamente pelo médico, que em geral o faz de modo gradual, nunca retirando a medicação de modo abrupto.
BoaSaúde: Há algum substituto natural para esse remédio?
Dr. Masci: Não. Mesmo o Hypericum perfuratum, que é uma erva, age de outro modo, como inibidor de mono-amino-oxidase, e não deve ser administrado em conjunto com a fluoxetina.
BoaSaúde: Com que idade a pessoa pode - e não pode - usar o Prozac?
Dr. Masci: Exceto as crianças, que só usam em condições muito excepcionais, a fluoxetina pode ser usada em qualquer idade, mas sempre sob cuidados de um médico, já que a dose pode variar de 5 até 60 mg.
BoaSaúde: O prozac provoca loquacidade (tendência a ‘fazer discursos’) em algumas pessoas. Por que? O que mais provoca?
Dr. Masci: Essa loquacidade é uma forma de excitação que muitos antidepressivos, incluindo a fluoxetina, podem causar. Em pessoas predispostas, qualquer antidepressivo pode desencadear sintomas de mania, do transtorno bipolar.
BoaSaúde: Que outro tratamento pode substituí-lo?
Dr. Masci: Tanto em transtornos de depressão quanto de ansiedade, há vários estudos que comparam a ação de medicamentos com formas modernas de psicoterapia, em especial a comportamental cognitiva. A maioria dos estudos indica que os melhores resultados no tratamento são obtidos com uma combinação desses fatores, e não com sua exclusão.
O que deve ser evitado é a prescrição precipitada da fluoxetina para transtornos que poderiam ser resolvidos com um bom prato de canja de galinha. Em outras palavras, é preciso um grande cuidado por parte do médico na indicação de qualquer medicação psiquiátrica, incluindo a fluoxetina.
BoaSaúde: Para quem o Prozac é um medicamento caro, quais são as dicas de como ‘ser feliz’ sem ele?
Dr. Masci: A fluoxetina não é uma pílula da felicidade. Ela atua em áreas específicas do cérebro, dentro de indicações clínicas. Fora disso, é uso indevido.
BoaSaúde: Particularmente, o senhor é a favor ou contra o uso desse tipo de remédio?
Dr. Masci: Não existe remédio bom ou ruim, nem forte ou fraco. Existe remédio bem ou mal indicado, que resolve ou não o problema do paciente. Fora disso, é elucubração desvinculada da realidade clínica.
A maior preocupação deve ser com o bem-estar da pessoa humana. Os recursos medicamentosos e não-medicamentosos são instrumentos que, em mãos hábeis, podem auxiliar pessoas. Mas são só isso: recursos.
BoaSaúde: Quando o Prozac pode ter efeito placebo?
Dr. Masci: Sempre, todo medicamento pode atuar também como placebo.
(Nota do Boa Saúde: Diz-se do placebo para qualquer substância (até mesmo farinha de trigo) que a pessoa toma imaginando que é um remédio e o efeito se manifesta, por auto-sugestão).
Publicado originalmente no Boa Saude.
Cyro Masci - visite www.masci.com.br
Já foi chamada de 'máquina de fazer doido'. Agora disputa um novo título: campeã dos hábitos nocivos para a saúde. Assistir mais que 21 horas de televisão por semana, ou seja, uma média de 3 horas por dia, aumenta em 65% as chances de se tornar obeso e em 44% de desenvolver o diabetes tipo 2.
O leitor atento poderia dizer que não é a TV que faz mal, mas sim o ato de ficar parado, o sedentarismo em frente à caxinha, que provoca as enfermidades, mas isso não é verdade. Duas horas de sedentarismo, por exemplo no lugar do trabalho, aumenta as chances de obesidade em 5%. As mesmas duas horas de sedentarismo em frente à TV aumenta as chances de obesidade em 23% e do diabetes tipo 2 em 14%.
O motivo dessa discrepância é um hábito acoplado à TV reforçado à exaustão pelos comerciais: comer 'porcaria' enquanto se assiste os programas. Alimentos ricos em gordura modificada, cereais refinados pobres em fibra, carne vermelha ou processada, doces que esbanjam calorias são consumidos em abundância por pessoas que assistem mais que duas horas diárias de TV.
Infelizmente esses hábitos que competem com o tabagismo no desenvolvimento de doenças está começando cada vez mais cedo. Experimente assistir com lápis e papel duas horas de programa infantil. Observe as propagandas e constate que os anúncios de alimentos que favorecem doenças chegam a ocupar 60% do tempo. E se você quer mesmo um desafio, tente encontrar algum comercial que sugira a ingestão de frutas frescas e vegetais não processados.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, as doenças não infecciosas são responsáveis por cerca de 60% das mortes em todo o mundo. Entre os principais fatores de risco estão o cigarro, a alimentação inadequada e o sedentarismo. Assistir televisão tem a proeza de unir esses dois últimos fatores.
O antítodo é fazer uma caminhada vigorosa diariamente por 30 minutos (que podem ser divididos em dois períodos de 15 minutos), e procurar ingerir mais frutas e verduras frescas e menos gordura de origem animal. E limitar a TV a no máximo 10 horas por semana, na média de uma hora e meia por dia.
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