MEDICINA ORTOMOLECULAR

Noticias e comentários sobre medicina ortomolecular, psicossomática, mente e corpo, pelo médico Cyro Masci. Site do autor: www.masci.com.br - email cyro@masci.com.br. Av dos Eucaliptos, 704 - Moema - SP - Tel (11) 5041-0996

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Arquivo de: Março 2007

26.03.07

Caspa: alternativas naturais

categorias: Noticias, Temas

 

Tenho CASPA. Existe algum método alternativo de controlar esse problema?
POR PATRÍCIA AFFONSO

CONHECIDA CIENTIFICAMENTE como “dermatite seborréica”, a caspa é uma afecção crônica que se manifesta em partes do corpo onde existe maior produção de óleo pelas glândulas sebáceas ou a presença de um fungo, o Pityrosporum ovale. Seu sinal mais comum é a descamação da pele. Além disso, esse mal traz consigo muita coceira.

De acordo com a dermatologista Montana Jurdi Jasserand, a caspa tem diversas causas: “O problema também pode ser conseqüência de alisamentos, colorações e permanentes em excesso, processos alérgicos, fatores emocionais como estresse e ansiedade, e má alimentação”, explica.

No caso de apresentar os sintomas, o melhor a fazer é procurar um especialista: “Não existe tratamento para a cura definitiva da dermatite seborréica, mas há medicamentos específicos para a pele e para o couro cabeludo capazes de controlá-la”, conclui Montana. A medicina complementar também oferece saídas eficazes. Confira!

fitoterapia
“A fitoterapia pode auxiliar no controle e prevenção da caspa por meio de espécies medicinais com propriedades adstringentes, reduzindo a oleosidade do couro cabeludo e nos cabelos, e também aqueles com efeitos emolientes quando predomina a secura. No primeiro caso, sálvia (Salvia officinalis) e alecrim (Rosmarinus officinalis), no segundo, babosa (Aloe vera) e camomila (Matricaria recutita). É muito importante a utilização de xampus manipulados com bons extratos e sem substâncias irritantes para o couro cabeludo. É interessante ainda fazer a variação de xampu. Outros cuidados incluem a regulação dos sistemas nervoso e imunológico, também envolvidos na etiologia da caspa”.
Roberto Boorhem, presidente do Instituto Brasileiro de Plantas Medicinais (IBPM), tel.: (21) 2239-1550.

homeopatia
“A caspa é um problema decorrente de muitos fatores. A própria ciência duvida de que haja uma causa isolada para ela. Embora não seja uma doença grave, ela traz consigo um impacto social forte. Muitas pessoas associam a descamação do couro cabeludo à falta de higiene e isso causa um incômodo muito grande aos portadores do distúrbio. Dentro da homeopatia, o tratamento será global. Não cuidamos unicamente a afecção.
Consideramos o físico, o emocional, a alimentação e até a hereditariedade, fator que oferece predisposição às dermatites. Observando todas essas vertentes, o problema se resolve em definitivo.”
Paulo Rosenbaum, médico homeopata, tel.: (11) 3214-1150

medicina ortomolecular
“Primeiramente, abordo a redução do estresse emocional. Em geral esse mal tem a participação de um neurotransmissor, a serotonina. Alguns complementos nutricionais, como o aminoácido L triptofano, podem aumentar a serotonina, melhorando o quadro. Depois, vem redução da inflamação, para a qual costumo empregar o ômega 3. Apesar de ser um óleo (de peixe), em baixa quantidade, ele reduz a atividade inflamatória. Também utilizo os antioxidantes, como a vitamina E, que atua muito bem em tecidos gordurosos. Outras substâncias são utilizadas com o mesmo intuito, especialmente a vitamina C, o betacaroteno e o selênio.”
Cyro Masci, especialista em medicina ortomolecular, tel.: (11) 5041-0996.

Matéria publicada na revista Estilo Natural.

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  • Postado em 22:18:32

17.03.07

Escolha seu tratamento

categorias: Noticias, Temas


A Agência Norte Americana para Controle de Remédios e Alimentos (FDA - Food and Drugs Administration) aprovou o uso duloxetina, medicamento utilizado para depressão, para uso no Transtorno de Ansiedade Generalizada, ou simplesmente TAG. Noticia em inglês, clique aqui .

A característica principal do TAG é a preocupação exagerada, excessiva e desproporcional com vários acontecimentos e atividades, como por exemplo o desempenho no trabalho ou escolar, por pelo menos 6 meses.

Essa preocupação exagerada deve afetar de modo significativo a
capacidade produtiva e prejudicar a qualidade de vida. Além disso, é acompanhado de sintomas corporais como irritabilidade, tensão muscular, cansaço ou náusea.

O remédio foi testado em mais de 800 pessoas, mostrando que é capaz de melhorar, em média, 46 % dos sintomas, enquanto o placebo, uma pílula sem nenhuma substância ativa, melhora em média 32 % dos sintomas.

Um outro modo de ler a mesma pesquisa é dizer que o novo medicamento provoca melhora em menos da metade dos sintomas, e apenas 14 % acima da administração de uma substância absolutamente inerte, o placebo.

E lembrando que o a duloxetina tem efeitos colaterais importantes, sendo os mais comuns a prisão de ventre, náusea, vômitos, cansaço,boca seca, sonolência, insônia, redução de apetite, suor excessivo (hiperidrose), perda do desejo sexual, impotência e dificuldade em atingir o orgasmo. A retirada do medicamento também exige suspensão progressiva sob controle médico.

Pergunto: na escolha do tratamento não seria melhor utilizar primeiro substâncias ou tratamentos com menos efeitos colaterais e menor custo, e somente se essas medidas não forem suficientes aí então cogitar na utilização de medicamentos controlados para ansiedade?

Várias contribuições da medicina não convencional podem ser consideradas no TAG, como a fitoterapia, a homeopatia, a acupuntura e, claro, a medicina ortomolecular. E isso sem considerar as técnicas de relaxamento e respiração.

Essas abordagens já demonstraram ser de grande valia na prática, são seguras e, na pior das hipóteses, agirão como placebo, sem eficácia comprovada. Mesmo assim terão resultados muito próximos de um medicamento que exige controle médico e tem vários efeitos colaterais.



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  • Postado em 14:59:31

15.03.07

Perigo nos soníferos

categorias: Noticias

São bem conhecidos os riscos de que soníferos levem a dependência e também que provoquem sérios danos se forem administrados junto com álcool ou outras drogas. Mas os riscos não param por aí.

A Agência Norte Americana para Controle de Remédios e Alimentos (FDA - Food and Drugs Administration) acaba de exigir que as embalagens de comprimidos de medicação indutora de sono, os soníferos, informem tanto aos médicos quanto aos pacientes que essa classe de medicação pode trazer graves danos à saúde não divulgados até o momento. Notícia em inglês, clique aqui .

Além dos riscos já conhecidos, percebeu-se que também existe a possibilidade de reação alérgica severa (choque anafilático e angioedema) que pode ocorrer já na primeira tomada.

Também existe risco de comportamentos complexos durante o sono, como dirigir dormindo, fazer ligações telefônicas ou simplesmente cozinhar, tudo isso sem que a pessoa acorde.

Antes de tomar esse tipo de medicação, que no Brasil só é vendido com receita médica controlada, convém conversar com seu médico para avaliar a possibilidade de outras medidas com menor risco, o que inclue desde cds de relaxamento, passa por alguns fitoterápicos e inclui certos aminoácidos. Essas medidas, para certas pessoas, pode não resolver totalmente o problema, mas vale a pena tentar reduzir a necessidade desse tipo de medicação.


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14.03.07

Zinco em diabéticos

categorias: Noticias, Temas

Como já afirmei várias vezes, é inevitável que os princípios da Medicina Ortomolecular sejam progressivamente absorvidos pela medicina convencional.

Desta vez, um novo trabalho científico com portadores de diabetes tipo 2 (que não dependem de insulina) demonstrou que níveis baixos de zinco no sangue estão relacionados com doença do coração. Resumo em ingles, clique aqui

O grupo de trabalho acompanhou durante 7 anos pacientes diabéticos (tipo 2) que tiveram infarto agudo do miocárdio, sendo que as pessoas que faleceram em consequência do infarto tinham níveis de zinco no sangue bastante inferiores às pessoas que tiveram o infarto mas sobreviveram.

O estudo estatístico foi comparado com os níveis de gordura no sangue,tempo de duração do diabetes, hipertensão arterial, estado funcional dos rins, tabagismo, tipo de tratamento para o diabetes e local de residência dos envolvidos. Nenhum desses fatores alterou de modo significativo a associação entre níveis baixos de zinco no sangue e maior risco cardíaco.

Como qualquer estudo científico, costuma-se ser repetido por outros pesquisadores em outro local e com outras pessoas.

O ideal é dosar no sangue a quantidade de zinco para saber se está baixa, prática comum nos consultórios de médicos ortomoleculares. Se isso não for possível, convém aumentar a ingestão de alimentos ricos em zinco, como frutos do mar, aves, peixes, leite, germe de trigo e grãos integrais.

A contribuição da medicina ortomolecular na prevenção e recuperação de doenças ocorre exatamente ao levar em consideração a necessidade de suplementação adicional de vitaminas, minerais ou aminoácidos em situações em que essas substâncias são necessárias.


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12.03.07

Ortomolecular para Médicos

categorias: Noticias, Temas

Medicina Ortomolecular não é matéria obrigatória nos currículos das escolas médicas.

Se você é médico, e tem interesse em conhecer a Medicina Ortomolecular, pode começar lendo as páginas abaixo, em inglês técnico, de fácil compreensão. Clíque no título:

1. Virtual Free Radical School, da The Society for Free Radical Biology and Medicine.

2. Free Radicals, Types, Sources and Damaging Reactions.

3. Antioxidants, nature and chemistry.

 

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