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Nosso organismo tem um eficiente sistema de eliminação de tóxicos. Nosso corpo consegue manter o equilíbrio, desde que suas capacidades de limpeza não sejam ultrapassadas. E é exatamente aí que surge o problema.
A quantidade de substâncias químicas produzidas pelo homem e lançadas na atmosfera cresceu de mil quilos em 1930 para algo em torno de 400 milhões de toneladas.
Segundo a Agência Para a Proteção à Saúde do Reino Unido, a cada mês aparecem 600 novas substâncias químicas que se somam às 80 mil já existentes. Até o momento, apenas 7% dessas substâncias foram estudadas quanto às consequências no organismo humano. O resto continua um enigma.
Algumas dessas substâncias tóxicas você pode conhecer em clicando aqui (em espanhol).
Que a poluição causa doenças já se sabe há um bom tempo. Mas parece que o problema é maior do que se pensava, e uma pesquisa de cientistas canadenses traz novas luzes ao problema.
Cerca de 20 casais de ratos recebeu o mesmo tipo de alimentação, horas de sol, temperatura e até mesmo uma moradia igual. A única diferença é que um grupo permaneceu nas cercanias de Lake Notario, uma área industrial no Canadá, enquanto o outro grupo foi para uma área rural sem a poluição do ar.
Após 10 semanas, os ratos retornaram para uma área 'neutra', onde foram misturados sob controle.
Os ratos que ficaram na área industrial tiveram em média 1,7 menos filhotes que os outros. E, o mais alarmente, seus filhotes tiveram 2 a 5 vezes mais mutações genéticas.
Ficou demonstrado claramente que os contaminantes químicos não apenas provocam doenças, mas são capazes de produzir mutação genética, que se transmite às gerações futuras.
Ratos são muito semelhantes aos humanos, e desde já é possível fazer a inferência de que estaremos não apenas ficando mais doentes, mas comprometendo as gerações futuras.
A contribuição da medicina ortomolecular aqui também se faz presente, ao promover o combate aos radicais livres que são produzidos por esses contaminantes químicos, e também facilitar um processo amplo de limpeza orgânica, seja promovendo a retirada ativa de contaminantes, seja estimulando e facilitando os órgãos encarregados desse processo, como os rins e o fígado.
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