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(segunda parte da entrevista à Dieta Ja - fevereiro de 2007)
Porque esta doença se instala?
A origem do problema ainda é discutida nos meios científicos, provavelmente seja um misto de origem química cerebral, baixa de serotonina no cérebro, um certo tipo de comportamento (pacientes com o transtorno tendem a ter baixa auto-estima, são perfeccionistas, impulsivos e, em geral, pensam em termos de “tudo ou nada”, em outras palavras, total controle ou total descontrole) e influência sóciocultural.
Esta última parece que teve início nas mudanças dos anos 60, com o aparecimento de dietas mal elaboradas ou como conseqüência da falta de uma pessoa que organize os horários de refeição (antes eram a mulheres, que não trabalhavam). Também começam a desaparecer o hábito de refeições feitas em família e os lanches no meio do dia. As longas horas de trabalho, o ritmo frenético das grandes cidades, o aumento da distância entre a residência e o local de trabalho, obrigando as pessoas a comer fora de casa, deve ter contribuído.
E tem cura? Em quanto tempo?
Quando o problema é localizado, o maior erro é continuar a fazer dietas e mais dietas de redução de peso, que só irão gerar mais frustração. Cada pessoa é diferente e não existe um tempo prédeterminado para o tratamento. No entanto, vale saber que o tratamento clássico é realizado com psicoterapia e medicamentos. E a forma que proporciona resultados mais sólidos é a da terapia cognitiva que, em cerca de 12 a 20 sessões, busca modificar padrões de pensamento distorcido. Especialmente ver o modo como a pessoa se auto-avalia, baseada em critérios de formato de corpo e peso, além da auto-estima, perfeccionismo, impulsividade, etc.
E a utilização de remédios?
O tratamento medicamentoso tradicional é realizado por psiquiatras com antidepressivos, inibidores seletivos de recaptação de serotonina, sendo a fluoxetina um dos mais empregados.
Sempre é necessário um tratamento multidisciplinar?
Pode não ser necessário, mas é bem mais eficaz.
Dr. Cyro Masci é médico Psiquiatra, de diversas sociedades médicas nacionais e internacionais, entre as quais: Academia Americana de Estresse Traumático. Foi Professor de Psiquiatria da Faculdade de Medicina de Santos, SP).
Cyro Masci - visite www.masci.com.br

Íntegra da entrevista na Dieta Ja de fevereiro de 2007:
Compulsão alimentar - primeira parte
por Laïs de Castro
De repente, a pessoa come tudo o que vê na frente. E isso passa a acontecer com certa freqüência. É a famosa alucinação por comida, que leva o nome acima. Veja, por meio das respostas do médico psiquiatra Cyro Masci*, de São Paulo, como ela surge, como pode atrapalhar sua dieta (ou tornar você obeso) e, enfim, quais os meios utilizados em busca da cura. Sim, porque ela tem cura!
O que é, exatamente, esta doença?
A compulsão alimentar é definida pela “ingestão, em um período limitado de tempo, de uma quantidade de alimentos definitivamente maior do que as pessoas consumiriam num período similar, sob circunstâncias similares, com sentimento de falta de controle durante o episódio”.
Como ela pode ser diagnosticada?
O critério requer a presença de:
1. Episódios recorrentes de “ataques de comer”. Devem acontecer pelo menos dois dias por semana, durante seis meses para caracterizar a doença;
2. Durante estes “ataques”, três dos sintomas abaixo devem estar presentes:
✔ engolir a comida, ou seja, muito mais rápido do que o normal;
✔ comer até se sentir desconfortavelmente empanturrado;
✔ ingerir grandes quantidades de alimento, mesmo sem fome;
✔ fazer a refeição sozinho, por vergonha da imensa quantidade que consome;
✔ sentir repulsa por si mesmo, depressão ou culpa após alimentar-se em excesso;
3. Ter, fundamentalmente o “sentimento de perda de controle”. A compulsão alimentar não surgeassociada ao uso regular de comportamentos compensatórios inadequados (por exemplo, purgação, jejuns e exercícios excessivos), e nem ocorre durante o curso de anorexia ou bulimia nervosas.
O transtorno ataca mais homens ou mulheres? De que faixa etária?
Na população em geral, até 4 em cada 100 pessoas é acometida pelo mal. Normalmente, o transtorno tem início no fim da adolescência, até por volta dos 20 anos, e com grande freqüência aparece logo após uma dieta para perda de peso. Estudos realizados em clínicas de emagrecimento pelo mundo afora indicam que entre 15 a 50 % das pessoas, numa média mundial de 30 %, possuem o distúrbio. As mulheres apresentam uma taxa uma vez e meia maior do que os homens (3 mulheres para cada 2 homens).
A compulsão alimentar, geralmente, é por doces?
Por qualquer alimento, mas é muito freqüente em mulheres o “ataque” a doces e/ou a chocolates. Uma possível causa por esta preferência é que ele aumenta a serotonina do cérebro, um neurotransmissor que está envolvido nos mecanismos de ansiedade, da depressão e do próprio transtorno alimentar.
Que outros problemas ela causa?
A maioria absoluta, em torno de 75 %, acaba se tornando obesa e carrega todas as doenças relacionadas ou causadas pelo excesso de peso como pressão arterial alta, aumento da gordura abdominal, aumento do “colesterol” ou diabetes. Por outro lado, vários estudos apontam maior incidência de sintomas depressivos em quem é portador do transtorno, chegando ao quadro de depressão clínica completa, que requer tratamento específico, em cerca de 50% dos casos.
Toda pessoa com este mal é obesa? Ou é um círculo vicioso?
Apesar do paciente se sentir culpado e envergonhado por sua falta de controle, ele NÃO exibe atitudes compensatórias como vômito, jejum ou exercícios físicos extenuantes, típicas dos pacientes com bulimia. Ele deve ter um histórico de fracassos em diversas dietas e tem depressão e obesidade.
O vício por comida é como por álcool ou algo parecido?
Se vamos considerar qualquer comportamento compulsivo, sem controle, como “vício”, a resposta é sim. Se observarmos mais de perto a origem do problema, veremos que é diferente.
É um problema psicológico, físico ou ambos?
Um engano comum, que só faz piorar o quadro, é pensar que a compulsão seja conseqüência de alguma complicação psicológica oculta, que o paciente tenha alguma dificuldade emocional escondida. Realmente ele pode ter estes problemas, mas provavelmente é conseqüência dos diversos fracassos em infindáveis dietas para redução de peso. É bem verdade que não é difícil confundir o que dá origem a que.
O que eles dizem quando perguntados?
Muitos comedores compulsivos relatam que esse mal é ativado por uma variação importante do humor como a depressão ou a ansiedade. Outros não conseguem identificar estes gatilhos com precisão, porém, falam de um sentimento inespecífico de tensão, que é aliviado pelo comer excessivo. Há, ainda, os que descrevem que, nos momentos de compulsão, tem sensações de torpor ou se sentem aéreos, como se saíssem um pouco de si mesmos. Uma grande parte dos indivíduos come durante o dia inteiro, sem planejar as refeições.
Dr. Cyro Masci é médico Psiquiatra, de diversas sociedades médicas nacionais e internacionais, entre as quais: Academia Americana de Estresse Traumático. Foi Professor de Psiquiatria da Faculdade de Medicina de Santos, SP).
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Durante o sono, o organismo se recupera dos desgastes ocorridos durante o dia. Segundo Cyro Masci, o sono não é uma atividade em que o corpo fica sem fazer nada, não é um processo passivo. É um mecanismo ativo do cérebro. "Existem duas fases do sono: a Delta, quando a musculatura relaxa e se recupera, e a fase REM, quando sonhamos (mesmo sem lembrar!) e de muita importância para a nossa vida emocional. Interessante que vários remédios podem interferir no sono e com isso gerar desgaste do organismo.
"É uma boa pergunta a fazer ao seu médico, se você estiver fazendo uso de medicação por tempo prolongado, se ela afeta o sono e de que modo", recomenda ele.
Um bebê passa a maior parte de seu tempo dormindo. Um idoso passa a maior parte de seu tempo acordado. Entre essas duas extremidades, cada um tem uma necessidade específica, não sendo de exatamente oito horas, como se diz comumente. E o melhor meio de se saber o número de horas necessárias, é verificar o estado geral ao acordar. A pessoa não deve se sentir irritada ou cansada logo pela manhã, e nem ficar com sonolência durante o dia.
Conheça alguns hábitos que podem melhorar sua qualidade de sono:
- Mantenha um horário regular para dormir. Permita que seu organismo desenvolva um ritmo interno apropriado.
- Use 20 a 30 minutos do seu tempo se preparando para dormir. Fale de coisas agradáveis, ouça música suave, leia um livro monótono (e não um que desperte a atenção).
- Procure tomar um banho quente, de chuveiro ou banheira, se possível diminuindo a intensidade de luz, usando um abajur ou uma lanterna.
- Não tente resolver questões importantes ou pensar em problemas não resolvidos. Eles não apenas impedem um bom sono, como também impedem que o inconsciente da pessoa veja outros lados da questão. Lembre-se da importância de dormir com a idéia.
- Exercícios físicos moderados, especialmente os de alongamento, e até duas horas antes de dormir, podem ajudar.
- Procure usar travesseiro e colchão adequados. Lojas de colchões costumam ter tabelas ilustrativas.
- Quando sentir sono, vá para a cama. Se você tentar lutar contra ele, possivelmente irá ganhar.
- Se não tiver sono, não fique na cama. Levante e vá fazer coisas não excitantes.
- Se você dormiu mal uma noite, não fique dormindo até mais tarde. Não permita que seu organismo inverta a noite com o dia.
Além desses hábitos, você poderá tentar ingerir algumas substâncias naturais, como o triptofano, que é uma substância encontrada em diversos alimentos, como o leite e a soja, que participa de diversos processos bioquímicos do organismo, entre os quais na produção da serotonina, substância muito importante no desencadear do sono. A conclusão imediata é que o velho copo de leite quente antes de se deitar tem fundamento. O mesmo se pode afirmar da camomila, hortelã e erva cidreira, que possuem propriedades sedativas e são excelentes remédios caseiros.
E não esqueça que excesso de cafeína tira o sono! Cafezinhos, no máximo quatro ao dia e o último antes das 17 h. Se nada disso funcionar, procure tratamento. Existe uma série de doenças que podem estar causando a insônia e o que necessita ser tratado é a causa, e não a insônia, que nesses casos é o resultado final.
Existem também alternativas naturais de tratamento, que não utilizam "calmantes" que podem induzir à dependência. Essas alternativas incluem certas ervas medicinais, suplementos alimentares como aminoácidos, vitaminas e minerais, além de acupuntura e auriculoterapia.
Conteúdo fornecido e publicado na Revista Vencer.
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Antioxidante é qualquer substância que volta a colocar ordem na bagunça de certas moléculas que ficam com um número ímpar de elétrons na sua última camada. Como esse "espaço" fica livre, chamamos de Radical Livre.
Se falta um elétron, a estrutura química fica muito instavel, e começa a roubar elétrons do vizinho, que assim forma o chamado estresse oxidativo, semelhante a uma sequência de peças de dominó, cai a primeira, caem todas.
Boas fontes naturais de antioxidantes, ou seja, de substâncias que repõe esse eletron que está faltando, interrompendo as lesões decorrentes dessa instabilidade química, vem das frutas. (Já postei anteriormente sobre as vantagens do consumo de antioxidantes em frutas e você encontra clicando aqui. )
O problema aparece quando desejamos saber qual a quantidade de antioxidantes está presente numa fruta. Por exemplo, 100 gramas de cerejas vermelhas podem conter entre 30 a mais de 100 miligramas de flavonóides, um tipo de antioxidante comum em frutas vermelhas.
Uma pesquisa, matéria em inglês clique aqui, evidenciou que quanto mais submetida a estresses do ambiente for uma fruta, maior quantidade de antioxidantes irá produzir. Assim, frutas que tiveram que enfretar insetos ou variações de temperatura, contém mais antioxidantes e são melhores para nossa saúde.
Comentei a pesquisa com minha mulher, a bióloga Patrícia Gualberto, que no ato disparou: "esse é mais um motivo para consumir produtos orgânicos".
A observação é perfeita. De fato, ao contrário das plantações com agrotóxicos, a plantação orgânica tem uma proteção relativa, a fruta tem que enfrentar insetos e outros ataques sem contar com a inundação dos venenos utilizados em plantações não orgânicas.
As vantagens da frutas orgânicas, portanto, são várias. Como a pesquisa relata, tem maior quantidade de antioxidantes. Além disso, não oferecem carga tóxica dos agrotóxicos utilizados e não contaminam o meio ambiente.
Infelizmente, ao contrário das herbaliças, ainda são poucas as frutas orgânicas oferecidas no comércio. Dois campeões de agrotóxicos são o morango e o tomate (sim, tomate é fruta.), e ao menos esses dois você deve tentar consumir orgânicos. Nas outras frutas, inclusive pêra e maçã, retire a casca.
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A homeopatia pluralista, ou seja, que se utiliza de vários compostos homeopáticos ao mesmo tempo (em contraste com a homeopatia unicista, que utiliza uma única substância para cada pessoa), já mostrou sua utilidade em várias doenças, inclusive na dengue.
A cidade paulista de Rio Preto já constatou as vantagens, e ao custo total de R$ 1 mil reais ao cofres públicos, vai distribuir um complexo homeopático (notícia, clique aqui ) que deve ser ingerido em dose única, ou seja, não se deve ficar tomando a medicação repetidamente.
O complexo homeopático foi desenvolvido no Brasil e tem a seguinte constituição: Eupatorium - 30 CH, Crotalus horridus - 30 CH e Phosphoros - 30 CH.
O "CH" apontado significa "Centesimal de Hanhemman", um tipo de diluição comum nos remédios homeopáticos.
O custo de cada dose é de míseros R$ 0,01 e a também paulista Ribeirão Preto deverá adotar a mesma medida em breve.
Outras informações sobre homeopatia em geral você pode obter clicando aqui .
E se desejar saber o motivo das críticas virulentas e dos ataques periódicos a medicina não convencional, especialmente à homeopatia, clique aqui .
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