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A ANVISA - Agência Nacional de Vigilância sanitária suspendeu a produção e comercialização dos medicamentos Ponstan e Feldene Sub Lingual (outras apresentações do Feldene não sofreram as mesmas restrições), as duas do Laboratório Pfizer. Notícia, clique aqui.
Importante notar que a proibição deve-se ao modo como as substâncias estavam sendo preparadas, e não a qualquer tipo de inconveniente dos sais que compõe os remédios. Embora a comercialização esteja suspensa por tempo indeterminado, é razoável supor que, tão logo o laboratório regularize o processo de fabricação, os remédios voltem às prateleiras das farmácias.
Os dois remédios são antinflamatórios, utilizados em algumas formas de reumatismo, trauma e outras doenças em que a inflamação esteja presente, sendo que o Ponstan é largamente utilizado no tratamento sintomático da cólica menstrual.
Para quem faz uso desses medicamentos, convém procurar o médico prescritor para substituição. O Ponstan é mais fácil, existem genéricos à venda, que podem ser acessados na própria ANVISA clicando aqui . O nome genérico do Ponstan é "ácido mefenâmico".
Já para substituir o Feldene Sl, sugiro firmemente que você fale antes com seu médico se é possível utilizar outras formas de apresentação, não troque abruptamente, já que a apresentação sub-lingual pode ter sido prescrita para evitar o contato do antinflamatório com as paredes do estômago e/ou intestino. Em pacientes com úlcera ou gastrite, a mudança para comprimidos orais pode trazer consequências ruins.
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Aos poucos aparecem mais e mais pesquisas demonstrando o que os médicos ortomoleculares afirmam há muitos anos. Uma afirmação comum na medicina ortomolecular é que as tabelas de recomendação de ingestão diária de vitaminas são falhas, já que a dose preconizada é a suficiente para evitar a doença decorrente da carência da vitamina, mas pode não ser suficente para uma pessoa em particular.
Vitaminas devem ser ingeridas conforme a necessidade de cada pessoa, o que inclui o tipo de ambiente que vive, especialmente exposição a tóxicos e agressores do ambiente, além da idade.
Uma coisa é a dose mínima que uma pessoa necessita para não desenvolver uma doença causada pela falta de vitaminas, outra coisa é administrar a dose necessária segundo as condições da pessoa, não apenas para não adoecer, mas para promover a saúde.
Pois uma recente pesquisa, publicada na prestigiosa revista The Lancet, notícia clique aqui , mostra que suplementação de ácido fólico pode melhorar de forma marcante as funções mentais de pessoas idosas, especialmente velocidade de processamento de informações e memória.
O detalhe é que a dose utilizada é de 800 microgramas por dia, quando a maioria das recomendações de ingestão dessa vitamina é de 400 microgramas por dia. Ou seja, o dobro do recomendado por grande parte das tabelas de ingestão diária.
Se você, leitor, deseja aumentar seu consumo de ácido fólico sem suplementos, convém aumentar a ingestão de ervilhas, feijões, laranja e hortaliças folhosas verdes, como o espinafre ou o brócolis.
Já postei em outras ocasiões que toda verdade passa por 3 fases. Na primeira, ocorre a incredulidade. Na segunda, ataques detratores. E na terceira, incorporação dos fatos, em geral acompanhado de um singelo “eu sempre disse isso!”. Tem sido assim com a medicina ortomolecular.
A administração dessa vitamina, e de outras substâncias naturais, é rotina para os médicos ortomoleculares, que assim protegem o cérebro e procuram manter as funções do organismo em sua máxima capacidade, adequando as necessidades de cada pessoa ao tipo de substância e à quantidade da mesma que deve ser ingerida.
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Uma aptidão humana que parece nos diferenciar bastante dos outros animais é a capacidade da antevisão, prever, presumir o futuro e decidir o que fazer da vida em função dessa antecipação.
Por exemplo, se vejo boas chances de ter uma vida longa e produtiva, antecipo um futuro bacana, e aí passo a tomar maiores cuidados com minha saúde. Se por outro lado, antevejo problemas e mais problemas, passo a viver sem muitos cuidados, vivo o presente em detrimento do amanhã.
De um modo ou de outro, a tendência é de uma profecia que se auto-realiza, ou seja, o modo como antecipo o futuro determina os cuidados que vou ter, e esses cuidados acabam influenciando o futuro.
Ao que parece essa capacidade tem limitações importantes, já que essa antevisão do futuro é francamente influenciada, ou talvez determinada mesmo, por experiências do passado.
Em outras palavras, ao invés de escrevermos num novo caderno o futuro numa página em branco, aonde tudo é possível, escolhemos colorir um livro com figuras do passado, limitando desse modo novas escolhas.
Uma nova pesquisa, artigo original em ingles clique aqui, mostra que áreas específicas do cérebro passam a atuar no momento da antevisão, dando suporte ao que imaginamos no futuro, e curiosamente sendo de especial importância a memória relacionada a estados corporais, mais que a memória visual, auditiva ou olfativa por exemplo.
Maiores pesquisas serão necessárias para ampliar nosso conhecimento do modo como antecipamos nosso futuro e assim tomamos decisões que irão afetar nossas vidas, mas desde já é possível afirmar que o modo como nosso corpo reage nas situações que vivemos constroi uma memória que irá influenciar nossas decisões no futuro.
Assim, ao ganharmos consciência do estado corporal em que nos encontramos, e aprender estratégias (inclusive bioquímicas, como as propiciadas pela medicina ortomolecular) que modifiquem esse estado, estaremos potencialmente modificando nosso “estoque de memórias” que irão influenciar o modo com enxergamos o futuro, e desse modo ampliarmos as possibilidades de antevisão e determinação daquilo que virá.
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Uma em cada oito pessoas irá necessitar de tratamento para depressão em algum momento de sua vida, e essa proporção aumenta a cada dia. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que até 2020 a depressão, atualmente a quinta causa de incapacidade e perda de qualidade de vida no mundo todo, pule para o segundo lugar. Se as previsões se confirmarem, a queixa de depressão será mais comum que a popular 'dor nas costas'.
Não é à toa que os laboratórios farmacêuticos estão numa verdadeira guerra na disputa por esse mercado. Muitos milhões de dólares são gastos em pesquisas para gerar novos antidepressivos, a maioria de custo bastante alto.
Mas um trabalho de pesquisadores da Universidade Livre de Berlim (Alemanha), de uma abordagem sem o uso dos caros medicamentos para a depressão, traz uma nova possibilidade de tratamento.
Os pesquisadores aplicaram o novo método por dez dias em 12 pessoas diagnosticadas com depressão maior, uma forma grave da doença. Dos 12 pacientes, seis tiveram melhora significativa e dois uma melhora razoável, com o detalhe de que desses pacientes, cinco não tinham tido melhora sensível anteriormente com medicação. E a melhora dos sintomas apareceu em dez dias da aplicação do programa, contra as duas a quatro semanas habituais de espera com os antidepressivos.
O novo método de tratamento é extraordinariamente simples. Trata-se de uma caminhada vigorosa em esteira rolante por 30 minutos, diariamente. Esse estudo confirma alguns dados anteriores, de que a atividade física vigorosa pode ser uma excelente alternativa para o tratamento da depressão.
Claro que o transtorno deve ser diagnosticado e acompanhado por um médico, e não é uma panacéia universal. Muitos pacientes ainda terão que contar com a ajuda dos antidepressivos. Mas diante das ótimas perspectivas de um tratamento de baixo custo e alta eficiência, quem sabe nossos núcleos universitários não se animem a reproduzir a experiência com brasileiros.
Outra abordagem não convencional para a depressão pode ser encontrada clicando aqui.
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Não é de hoje que várias pesquisas relacionadas a remédios e alimentos sofrem suspeita de manipulação.
Um novo trabalho publicado na revista Plos Medicina, original em ingles, clique aqui e aqui , mostra o que tecnicamente é chamado de "conflito de interesses" em vários textos científicos.
Vários trabalhos foram patrocinados e claramente influenciados pela industria de alimentos, os cientistas estavam formando opinião favorável do público com pesquisas comprometidas, manipuladas, em bom português (peço desculpas pela irritação!), ciência tabajara e mixuruca.
Foram analisados 62 artigos publicados entre 1999 e 2003, e o descalabro mostrou que quando a pesquisa é patrocinada pelo setor de sucos, refrigerantes e bebidas lácteas, os resultados são oito vezes mais favoráveis que as pesquisas independentes, patrocinadas com dinheiro público.
Na indústria de medicamentos, que alguns tomam, o fato é bem conhecido. Na indústria de alimentos, que todos ingerem, o mesmo se repete.
Os leitores deste blog já puderam ver outras notícias relacionadas, veja por exemplo aqui ou aqui . Confira.
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