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Uma equipe de cientistas da Universidade de Osaka, oeste do Japão, descobriu que o comportamento de determinados genes provoca dependência do tabaco, permitindo seu uso em terapias genéticas que ajudem fumantes a largar o hábito, informa a imprensa local.
Em pesquisa realizada com trezentas pessoas que fumam ou deixaram de fumar, a equipe, liderada pelo professor Junichi Azuma, descobriu que os fumantes mais inveterados têm um gene muito ativo chamado CYP2A6, que produz enzimas capazes de decompor a nicotina e, como conseqüência, incentiva a dependência.
O estudo mostra que, dentre as pessoas com o gene CYP2A6 muito ativo, 70% eram fumantes habituais, que acendem um cigarro logo após acordar.
Também foi descoberto um gene relacionado a um tipo de proteína que influencia as secreções de dopamina, substância produzida pelo cérebro que causa sensação de bem-estar, e é um fator-chave na dependência da nicotina.
Fonte: O Estado de São Paulo
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