MEDICINA ORTOMOLECULAR

Noticias e comentários sobre medicina ortomolecular, psicossomática, mente e corpo, pelo médico Cyro Masci. Site do autor: www.masci.com.br - email cyro@masci.com.br. Av dos Eucaliptos, 704 - Moema - SP - Tel (11) 5041-0996

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Terra Blog

Arquivo de: Novembro 2006

30.11.06

Hérnia de disco: cirurgia só em último caso

categorias: Noticias

Pesquisa feita nos EUA comparou tratamento (não cirurgico) e cirurgia; ambos funcionaram
Após dois anos, cerca de 70% disseram ter sentido "melhora importante"; pacientes que esperaram não tiveram problemas

Pessoas que sofreram rupturas de discos lombares geralmente se recuperam, quer passem por cirurgia ou não, dizem pesquisadores. O estudo constatou que a cirurgia parece promover o alívio da dor em um prazo menor, mas que a maioria dos pacientes acaba se recuperando de qualquer maneira, com o tempo, e que não há mal nenhum em esperar.

Publicado no "The Journal of the American Medical Association" , o estudo mostrou que, ao final, nem a espera nem a cirurgia saíram vencendo claramente. A conclusão foi que a maioria dos pacientes pode decidir em segurança o que fazer, baseada em suas preferências pessoais e seu nível de dor. Embora muitos pacientes não tivessem se mantido com o tratamento que lhes tinha sido designado, a maioria se saiu bem com qualquer um. Os pacientes submetidos à cirurgia em muitos casos relataram alívio imediato da dor. Mas, ao término de três a seis meses, os pacientes de ambos os grupos relataram melhoras significativas.

Após dois anos, cerca de 70% dos pacientes dos dois grupos disseram ter sentido "uma melhora importante" de seus sintomas. Nenhum dos pacientes que esperou sofreu consequências sérias, e nenhum dos que passou pela cirurgia sofreu resultados desastrosos. Muitos cirurgiões temiam que a espera pudesse acarretar danos importantes, mas o estudo comprovou que esses temores não tinham fundamento.

De acordo com James Weinstein, professor de cirurgia ortopédica em Dartmouth e chefe do estudo, até 1 milhão de americanos sofrem em razão de rupturas de discos lombares.

Com freqüência é dito aos pacientes que, se adiarem a cirurgia, correrão o risco de sofrer danos permanentes aos nervos, possivelmente o enfraquecimento da perna ou até mesmo a perda do controle sobre intestinos ou bexiga. Mas nada disso aconteceu durante o estudo de dois anos de duração, com quase 2.000 pacientes.

A pesquisa não incluiu pessoas que apenas apresentavam dor lombar, que pode ter muitas causas. Também não inclui portadores de condições que exigiriam cirurgias imediatas, tais como a perda do controle sobre intestinos ou bexiga.

O estudo envolveu 13 clínicas em 11 Estados americanos. Todos os participantes sofriam dores resultantes de hérnias de disco e dores nas pernas. Aqueles que não fizeram a cirurgia geralmente receberam fisioterapia, aconselhamento e drogas antiinflamató rias.

Embora os resultados respondam a uma pergunta -a segurança da opção de aguardar- , em certo sentido foram decepcionantes, disse David R. Flum, editor do "The Journal of the American Medical Association" e professor na Universidade de Washington. "Todo mundo esperava que o estudo demonstrasse qual opção é melhor", afirmou. "E todo mundo se surpreendeu diante do número enorme de mudanças de opção nos dois sentidos", disse, referindo-se ao grande número de pacientes que trocou de opção: de cirurgia para aguardar e vice-versa. Para Weinstein, a mensagem final é que, independentemente do tratamento, "ninguém piorou". "E isso é algo que não sabíamos."

Estava na ponta da agulha e escapei

Me tratava de uma suposta doença chamada espondilite. Tinha dor lombar apesar dos remédios, que tomei quase 15 anos. Em janeiro de 2005 eu estava na praia, corri de manhã e à tarde fui tentar levantar da rede e travei. Senti uma fisgada nas costas que descia até o final da perna. Depois fui levantar uma caixa de leite e aí tive a crise mesmo de hérnia. No dia seguinte não conseguia levantar.

Disseram que eu precisava de cirurgia. Tentaram até me vender por R$ 25 mil um amortecedor para a coluna.

A ressonância revelou que eram duas hérnias de disco muito grandes, fora do padrão. Consultei outro médico que disse: "primeiro tentamos tratar, depois pensamos na cirurgia, caso não dê certo o tratamento." Ele me receitou remédios e fisioterapia. Dois dias depois já não sentia mais dor, só o incômodo. Comecei a fazer fisioterapia. Reduzi a medicação, passei a fazer pilates. Cerca de seis meses depois, voltei a nadar. Estou cada vez melhor.

Eu não tinha medo de fazer a cirurgia, mas para mim foi ótimo não fazer porque não deixa de ser invasivo. E veio por tabela a cura da espondilite, que, na verdade, eu nunca tive. Eu estava na ponta da agulha e escapei.

Para especialistas brasileiros, cirurgia só é indicada para cerca de 5% dos casos

Especialistas brasileiros consultados pela Folha concordam com o estudo sobre hérnia de disco lombar e afirmam que a cirurgia deve ser feita em apenas cerca de 5% dos casos, quando o tratamento não obteve resultado, a dor do paciente é insuportável, há comprometimento dos membros ou compressão da cauda eqüina (feixe de nervos que se estendem além da medula).

Apesar de a indicação ser para uma parcela pequena, especialistas reconhecem que há um excesso de operações, que poderia chegar a até 40% dos pacientes. "Há uma superindicação, isso é indiscutível, mas que alguns casos precisam de cirurgia também é indiscutível" , afirma Mirto Prandini, neurocirurgiã o e professor de neurocirurgia da Unifesp.

"Esse estudo é perfeito. Eu raramente opero hérnia, a não ser nos casos de indicação absoluta. Os casos bem tratados têm 95% de chance de sucesso", diz o clínico reumatologista do hospital Albert Einstein José Goldenberg.

Para o chefe do Departamento de Ortopedia do HC, Tarcísio Barros Filho, a pesquisa mostra que é possível optar entre um tratamento menos invasivo ou a cirurgia. "A maioria pode ser tratada sem cirurgia porque a longo prazo a tendência da curva é se igualar."

Fonte: Folha de São Paulo, 27/11/06

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29.11.06

Carne vermelha: pior do que se pensava

categorias: Noticias, Temas

Vários estudos já comprovaram que as gorduras saturadas, abundantes na carne vermelha, fazem muito mal à saúde. Mas o problema parece ser mais amplo. Um estudo realizado pela Universidade da Califórnia (EUA), aponta para um potencial ainda pior na ingestão da carne vermelha.

Tanto a carne de vaca quanto a de carneiros e do porco contêm uma substância chamada ácido glicolilneurimínico, que o nosso organismo não reconhece como sendo de origem humana. Com isso, são geradas várias reações de defesa contra esse invasor presente na carne.

Apenas uma pequena parcela desse ácido permanece no organismo quando ingerido, mas esse pouco que fica se instala em tecidos como os dos vasos sanguíneos por um longo período de tempo. Segundo os pesquisadores, é bem possível que tenhamos desenvolvido uma certa tolerância a essa substância, um imperativo para a sobrevivência de nossos ancestrais caçadores.

No entanto, com o aumento do número de anos que vivemos, existe uma forte possibilidade de que tanto o acúmulo do ácido presente na carne, quanto as reações imunológicas que desencadeia, tenham uma contribuição importante no desenvolvimento de muitas doenças modernas.

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27.11.06

Toque na cuca

categorias: Toques na cuca

"O médico não deve tratar a doença, mas sim o paciente que dela sofre"
(Maimonides)

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22.11.06

Como proteger crianças de ingerir lixo.

categorias: Noticias

Um bom exemplo de como prevenir efetivamente doenças relacionadas à alimentação vem da Grã-Bretanha. A partir de 2007 proibiram os anúncios de junk food, a comida-lixo, em anúncios de televisão de programas voltados para o público menor de 16 anos. Noticia, clique aqui.

Esta ai um exemplo que devemos seguir em breve, basta a pressão dos consumidores continuar. Crianças são particularmente vulneráveis ao modismo, ainda não desenvolveram nem autonomia nem senso crítico suficiente para perceber que estão sendo levadas a ingerir alimentos que podem tirar bons anos de vida.

Nossos dirigentes poderiam copiar o bom exemplo e também proibir propaganda de 'comida lixo'. Seria pedir demais aproveitar as verbas de propaganda para incentivar o consumo de frutas, vegetais e outros alimentos que trazem saúde nos intervalos de programas infantis? O custo da omissão é grande, tanto no sentido financeiro, ao aumentar a demanda por serviços médicos, como em termos éticos e morais.

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21.11.06

Toque na cuca

categorias: Toques na cuca

"Para ser um membro imaculado de um bando de ovelhas,
é preciso, antes de mais nada, ser uma ovelha."
Albert Einstein

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